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Turismo |05/06/08  22h47m - Aracaju-SE

Especialistas participam da I Semana do Cangaço

Crédito: Maria Odília e Divulgação

O escritor Ariano Suassuna, o ilustrador Jô Oliveira, o pesquisador do Cangaço, Jovenildo de Sousa, o cordelista Franklin Maxado, o historiador Fernando Sá, a jornalista e pesquisadora de Cinema Maria do Rosário Caetano e o pesquisador Luiz Antônio Barreto são alguns dos especialistas que participam da I Semana do Cangaço, que acontece de hoje até sexta-feira no Centro de Criatividade e no Teatro Tobias Barreto.

O evento idealizado por Vera Ferreira e Germana de Araújo, através da Oscip Sociedade do Cangaço, tem como principal objetivo uma maior valorização do assunto por parte dos sergipanos. A partir do tema “Encontre-se com a História”, os palestrantes e convidados irão discutir, por exemplo, ‘O Movimento do Cangaço: Ontem e Hoje’, além de sua influência na História do Brasil e ‘A Imagem do Cangaço’ sob a ótica de cineastas e jornalistas.

“Os sergipanos ainda não se atentaram para a importância do cangaço tanto para a parte cultural quanto para a parte de turismo. Essas duas vertentes podem ser usadas muito bem aliadas a uma boa história, a história do cangaço. Sergipe foi o Estado onde Lampião circulou por quase uma década, num roteiro que incluía também a Bahia. Foi aqui que ele teve vários amigos, que nasceu sua única filha e também onde ele morreu.

É impressionante como a valorização desse tema ainda está muito aquém do que acontece em outros estados, mas a partir de eventos como este, acreditamos em novas perspectivas futuras”, fala Vera Ferreira, neta de Lampião.

O evento, que tem o apoio da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen), do governo do Estado de Sergipe, da Funcaju, Universidade Tiradentes, Emsetur, Sergrase, M-TUR, Banese Card e Fenen-SE, conta com uma programação riquíssima, que engloba palestras, mesas redondas, exibição de filmes, oficinas e a exposição “Uma Viagem Pelo Cangaço”.

“Nesta exposição, composta por quadros fotográficos, os visitantes poderão, literalmente, fazer uma ‘viagem’, desde a entrada de Virgulino no cangaço até o último combate. A trajetória iconográfica traz pequenos textos para as pessoas entenderem o básico e buscar nesses encontros, nesses debates, aprender muito mais”, diz Ferreira.

Ela, inclusive, participa da mesa redonda “Mitos e Lendas”, juntamente com Luiz Antônio Barreto, e do debate “ O Movimento do Cangaço: Ontem e Hoje” com Aristéia (ex-cangaceira), Jô Oliveira (ilustrador), Lamartine Lima (médico legista e estudioso do Cangaço) e Expedita Ferreira (filha de Lampião).

A programação foi montada de tal forma que pela manhã, as atividades serão voltadas para alunos de ensino fundamental e médio, enquanto que à tarde e à noite, as atividades serão destinadas aos alunos de nível superior e profissionais. Já as oficinas, que abrangem dança (xaxado), desenho e HQs, além de literatura de cordel, serão comandadas por especialistas e acontecerão nos turnos diurno e vespertino.

“O intuito é que alunos da rede pública - estadual e municipal - participem do evento a fim de conhecerem melhor a história do Cangaço. Já contamos com a colaboração dos professores de História em discutir sobre o tema na sala de aula e desmistificar a figura de Lampião e Maria Bonita. Isso é muito bom. Agora, as discussões mais densas do evento serão destinadas para os estudantes universitários e profissionais”, conta Vera Ferreira.

Destaques

Uma das discussões que promete “esquentar os ânimos” é a que reúne Expedita Ferreira (filha de Lampião e Maria Bonita), Sílvio Pereira Bulhões (filho de Corisco e Dadá) e Paulo Bezerra Britto (filho do Tenente João Bezerra, comandante da volante que assassinou Virgulino e seu bando, no dia 28 de julho de 1938).

Mas segundo Vera Ferreira, ao contrário do que se pode imaginar, os três são amigos, cada um respeitando o limite do outro. “Eles fazem parte de uma geração que superou tudo: todos os rancores, essas diferenças, de modo que convivem muito bem. Acho que irão perguntar coisas a eles, que irão contrapor um ao outro, mas saberão sair bem da situação, porque são extremamente tranqüilos”, explica a neta de Virgulino.

Também muito procurada é a oficina de desenho, ministrada por Germana de Araújo. A desenhista industrial e mestre em Desenho Cultural e Interatividade foi a criadora do Projeto Linhas da Vida, desenvolvido pela Sociedade do Cangaço. Através do conceito de sustentabilidade local, o projeto visa resgatar a história do Cangaço juntamente com a geração de trabalho e renda da comunidade de Poço Redondo.

No início eram 40 pessoas da comunidade, entre mulheres e homens participantes, que aprenderam a feitura dos bornais usados pelos cangaceiros, como também o desenvolvimento de outros tipos de bolsas e acessórios, sempre mantendo a tradição do desenho dos adornos e dos materiais usados nos objetos do Cangaço. Hoje apenas sete moradoras de Poço Redondo prosseguem no Linhas da Vida, que funciona com equipamentos doados pela Chesf.

“Às vezes, nós esmorecemos e as bordadeiras acham forças para continuar. Em breve, conseguiremos equipamentos para serigrafia e outros moradores serão capacitados para o trabalho e, conseqüentemente, haverá uma geração de renda maior. A meta agora é sairmos do aluguel e construirmos uma sede para abrigar o maquinário e as costureiras”, explica Germana.
Algumas dessas trabalhadoras, inclusive, estarão presentes na I Semana do Cangaço. As bolsas, bornais e camisetas estão à venda no Centro de Arte na Orla da Atalaia; na loja Lícia Violeta - Rua Celso Oliva, 150 - Praia 13 de Julho (só bornais e bolsas) e podem ser solicitadas também através do e-mail lampião.maria@gmail.com

O encerramento do evento acontece na noite da sexta-feira, no Teatro Tobias Barreto, com uma palestra de Ariano Suassuna. Para esta palestra, o acesso custará R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). Já para se inscrever na outras modalidades, mais informações no Centro de Criatividade Governador João Alves – Praça do Saturnino de Brito, s/n. Tel.: (79) 3179-1909/2025.



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