Geral |06/10/2017 - 10:36 - Paulo Afonso - BA

Celebração final de São Francisco 2017. Pobre é o irmão que temos ao lado todos os dias, diz o bispo

No intervalo de 10 dias, de 25 de setembro a 4 de outubro, a festa do padroeiro de Paulo Afonso, São Francisco de Assis, promoveu momentos para além de rezar a novena, o Terço ou cantar louvores.

 

Deus uniu-nos de forma estreita para lamentarmos a morte de dona Ivete, dois anos depois, para rezar pela família do menino Pedro Gabriel, de 6 anos, que partiu esta semana. Dos tantos que partiram deste mundo.

 

Lamentamos a desertificação do solo, a extinção de espécies e tudo o que concorre para acabar com a vida do nosso planeta, hoje como antes, assim demonstrava a consciência de Francisco, felizmente, há pessoas que reconhecem a natureza como algo que pertence a Deus, como a nossa vida e que precisa do mesmo cuidado.

 

 

 

 

Celebraram com os clérigos: órgãos de segurança, instituições diversas, professores, aposentados, estudantes. E uma infinidade de pessoas que trabalharam para que a festa realizada estes dias tivesse o resultado que se colheu. Ainda que, vale lembrar, sem a intervenção divina, nada aconteceria.

 

Nesta quarta-feira 4, a despedida da festa, primeiro, como se tornou tradicional pelas águas do Rio São Francisco, com a procissão fluvial. E depois, à tardinha, reunindo os devotos a procissão.

 

A santa missa presidida pelo bispo dom Guido Zendron, e concelebrada pelos padres (Roni, Luís Tibúrcio, Edinaldo e Ednaldo Santo – administrador da São Francisco) durou 2 horas, num total de mais de 4 horas de festa sem que ninguém saísse do local.

 

Padre Ednaldo agradeceu ao povo pela confiança, doação e disponibilidade. “Uma procissão belíssima pelo rio, e por onde passávamos as pessoas acenavam eu fiquei muito emocionado com tudo o que testemunhei nestes dias que realizamos essa festa e hoje foi ápice.”

 

 

 

 

”/Ó mestre/ fazei com o que procure mais/ consolar que ser consolado/ compreender que ser compreendido/amar que ser amado/…”

 

“Defensor da vida. Qual é a primeira vida que nós devemos amar e defender?, é a nossa vida, pois quem não amar, não defender a verdade da sua própria vida, nunca vai amar a Deus, nunca vai amar o próximo ou respeitar a crianção. Olhando Francisco vemos que ele tinha tudo, mas também experimentava aquela palavra de Jesus que nos diz: ‘O que adianta ganhar o mundo inteiro, se depois vamos perder o sentido da vida’, ou mais: o que se pode dar em troca de sua própria vida? Por isso a grandeza de Francisco é que ele levou à serio toda experiência humana, e como tinha toda a consequência do pecado original, ela achava que a vida era afirmar a si mesmo, era ser considerado pelos outros, mas quando chegava em casa percebia inquietação e solidão, e por isso ele precisou ter essa graça de Deus, como cada um de nós, para reconhecer que é só amando e acolhendo a Jesus Cristo que a nossa vida se torna verdadeira”, disse o bispo.

 

“Quem ama constrói pontes, e não muros”

 

O bispo comentou o que se passava na cabeça de muita gente, porque o padre é novo, tem sempre comparações em relação a Padre Celso – lembrado e muito aplaudido ontem durante a celebração e também no decorrer da festa-, então dom Guido disse o seguinte:

 

“Meu medo é que para o ano ele (Ednaldo) seja convidado em Assis mesmo para fazer a festa lá (risos), obrigada padre e obrigada a todos, que a Graça de Deus nos ajude, porque São Francisco é mesmo este santo que quer tocar a carne de Cristo na vida cotidiana, e o pobre é o próximo que está ao nosso lado todos os dias, porque são muitos os tipos de pobreza, ademais, quem faz a festa não somos nós, mas o Espírito Santo.”



pa4


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