Educação |14/12/09  18h54m - Paulo Afonso - BA

COLEPA agora é Instituto Federal da Bahia (IF-BA)

Crédito: Antônio Galdino Colepa - Antes e Agora
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O público presente ao Memorial Chesf no dia 10 de dezembro, às 19 horas, foi muito pequeno para a importância do evento que ali acontecia, registrado em fotos e vídeos. Apenas cerca de 30 pessoas, a maioria delas gerentes da Chesf e algumas autoridades do município e da própria empresa prestigiaram a assinatura da transferência das instalações onde funcionou o Ginásio Paulo Afonso- GPA, depois Colégio Paulo Afonso – COLEPA, para o Instituto Federal de Educação Tecnológica da Bahia – IF-BA.

Pela Chesf, além de gerentes da APA e da GRP, estava o Administrador Regional, Gilberto Pedrosa e, de Recife veio Carlos Roberto Aguiar de Brito, Chefe do Gabinete do Diretor Administrativo. O município de Paulo Afonso foi representado pelo vice-prefeito Jugurta Nepomuceno Agra, uma vez que o Prefeito Anilton Bastos estava em Brasília.

A Reitora do IF-BA, Aurina Oliveira Santana e o Diretor do Campus desta instituição em Paulo Afonso, professor Arleno José de Jesus, representaram o Instituto Federal.

O também ex-aluno do COLEPA, Ubirany (Bira), hoje Assessor da APA, conduziu o cerimonial.

Todos os oradores destacaram a importância da transferência das instalações do antigo COLEPA para o IF-BA como “um renascimento das ações de educação que aconteceram naquele Colégio, modelo para todo o Nordeste”.

Dos presentes, cerca de 80%, todos chesfianos ou ex-chesfianos, foram alunos, professores, coordenadores e diretores do COLEPA, inclusive o autor desta matéria(ex-aluno, professor e coordenador). Gilberto Barros (Maninho), APA e Rosa de Lourdes, atual chefe do Serviço de Pessoal atuaram na administração do COLEPA e foram também professores. Nancy Coelho, ex-assessora da APA e atual diretora do HNAS foi professora de Biologia e a última diretora do COLEPA. Para todos estes, o evento teve um significado muito maior que ultrapassa os discursos e a assinatura de uma escritura pública. 

O professor Arleno falou de sua experiência em outras unidades do antigo CEFET, hoje IF e de ações já iniciadas como a “realização de cursos de pequena duração, na área técnica, nas dependências do Centro de Formação Profissional de Paulo Afonso, cedido numa parceria com a Chesf, onde o IF-BA encontrou na assessora Marileide uma madrinha.”

A reitora Aurina disse “do empenho do governo federal em promover a criação de cursos técnicos que hoje chegam a quase 500, praticamente dobrando a oferta nos últimos anos.”

A reitora falou também da importância do IF-BA em Paulo Afonso “que já começa com extensões em Euclides da Cunha e outra, em fase de estudos finais, em Juazeiro” e adiantou que “entre os cursos aprovados para Paulo Afonso, e escolhidos pela comunidade em várias audiências públicas aqui realizadas são o que há de mais atual, como o Curso de Biocombustivel que será oferecido também à noite para alunos que tenham concluído o nível médio para que eles possam ter essa formação especial sem prejuízo para o trabalho que esteja exercendo.”

E reforçou as palavras do Prof. Arleno sobre o IF-BA em Paulo Afonso vir a oferecer o Curso de Engenharia Elétrica, “um desejo da comunidade já expresso em várias reuniões”.

De fato, a implantação deste curso foi motivo de vários encontros dos quais participaram o diretor Juracy Marques e professores da UNEB, o Prefeito Anilton e assessores da Prefeitura, representantes da Chesf e inclusive o próprio professor Arleno em uma das reuniões realizadas no gabinete do diretor da UNEB – Campus VIII.

Segundo o professor Arleno, “a reforma das instalações e equipamentos do Campus do IF-BA em Paulo Afonso foi um investimento de R$1 milhão e meio de reais e todo o mobiliário já foi licitado e está na fase da aquisição”.

A reitora do IF-BA informou que o Campus de Paulo Afonso terá 40 professores, 50 técnicos administrativos e absorverá 1.200 alunos ainda no primeiro semestre de 2.010. Disse ainda a reitora que “o concurso público para preenchimento dessas vagas será feito entre os professores de Paulo Afonso”.

O vice-prefeito, Jugurta Nepomuceno, disse “da importância deste ato que abre mais de um mil vagas para os estudantes de Paulo Afonso e Região em cursos técnicos e, futuramente no Curso de Engenharia Elétrica e outros que virão. Isso é muito bom para Paulo Afonso e para toda a região”.

O representante da diretoria da Chesf, Carlos Roberto, destacou que “a Chesf, embasada nos valores e nos princípios éticos da Companhia reforçando ações de responsabilidade social apoiou essa importante decisão do Governo Federal, o que proporcionará um desenvolvimento humano relevante para a microrregião do Sertão da Bahia”.

Ao final da reunião aconteceu a assinatura de escritura pública de doação das instalações do Colégio Paulo Afonso – COLEPA, ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia para o funcionamento do Campus do IF-BA em Paulo Afonso.

 Assinaram este documento de doação o Chefe do Gabinete da Diretoria Administrativa da Chesf, Carlos Roberto Aguiar de Brito, a Reitora do IF-BA, Aurina Oliveira de Santana e a Tabeliã da Comarca de Paulo Afonso, Ana Paula Alves da Silva, na presença do Vice-prefeito Jugurta Nepomuceno, do Administrador Regional da Chesf em Paulo Afonso, Gilberto de Barros Pedrosa Júnior, do Chefe da Divisão Jurídica da Chesf em Paulo Afonso, Mário Jorge e do Juiz, Rosalino Almeida, da Vara Cível e Fazenda Pública da Comarca de Paulo Afonso.

Brevíssima história do GPA/COLEPA

Durante 49 anos a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco manteve sob sua responsabilidade o Colégio Paulo Afonso – COLEPA, iniciado 05 de março de 1951 como Ginásio Paulo Afonso. Suas atividades foram encerradas no ano 2.000. A história do COLEPA é a própria história da educação no município de Paulo Afonso.

Ao se instalar na região a Chesf viu-se com a necessidade de fazer uma série de investimentos na área social, especialmente em educação e saúde, para oferecer aos milhares de empregados as mínimas condições para se fixarem por aqui e tocarem a gigantesca obra.

Assim nasceu o hospital, que hoje atende a uma população de cerca de 500 mil pessoas vindas de 25 municípios dos Estados da Bahia, Alagoas, Pernambuco e Sergipe. E tudo começou com um simples ambulatório, mantido pela hidrelétrica para atender aos seus empregados.

De igual modo, foram nascendo as escolas mantidas pela Chesf, chamadas de Escolas Reunidas – Alves de Souza, Murilo Braga, Adozindo e depois vieram outras, Escola Parque, Escola Rural, Escola Moxotó Alagoas, Moxotó Bahia onde estudavam milhares de crianças nas turmas do ensino fundamental, escolas primárias.

Em junho de 1949 já funcionava a Escola Alves de Souza, mas descobriu-se logo que faltava o ginásio.

Enoch Pimentel Tourinho, que era então chefe do Transporte da Chesf, foi um dos que lutaram para se construir um ginásio para receber os alunos que saíam das escolas primárias e que não tinham para onde ir depois da 4ª série. Segundo relatos deixados por Enoch Pimentel, os custos para a construção do ginásio não estavam no orçamento de construção da I Usina e foram buscados todos os meios para que ela acontecesse. Até ao presidente Eurico Gaspar Dutra se recorreu em uma de suas visitas às obras da Chesf, no início de 1950.

Buscou-se também o apoio de empresários da região, como Antônio Carlos, da Empresa Agro Fabril Mercantil, hoje Fábrica da Pedra, de Delmiro Gouveia que doou a madeira e telhas para a sua construção.

Campanhas encabeçadas por Bret Cerqueira Lima, e outros pioneiros como a realização de shows no Clube Paulo Afonso - CPA - com músicos e cantores chesfianos e um mutirão de operários, fez nascer o Ginásio Paulo Afonso.

Sua primeira turma, muito pequena, apenas 5 ou seis alunos, dentre eles Diogo Andrade Brito, precisou concluir o curso no Ginásio Ipiranga, do Professor Isaías Alves, em Salvador.

O Ginásio cresceu e de suas salas de aulas saíram milhares de cidadãos que exerceram e exercem posições de destaque no cenário nacional e são reconhecidos como excepcionais profissionais nas áreas em que atuam.

Um desses ex-alunos do Ginásio Paulo Afonso, Luiz Fernando Motta Nascimento, filho do Mestre Alfredo, um dos pioneiros chesfianos, chegou a ocupar, por muitos anos, o cargo de Diretor de Construções e depois, Diretor de Suprimento da Chesf que manteve o seu compromisso com a educação por 49 anos.

E tudo começou com Ginásio Paulo Afonso - GPA que depois passou a se chamar SPI, depois SPEI e acabou seus dias de vida, esmagado por leis do governo Collor que impediam a contratação de professores aos 49 anos de vida, no ano 2000 como COLEPA – Colégio Paulo Afonso, orgulho dos estudantes, funcionários e professores.

Em 2008 ex-alunos organizaram o I Encontro de ex- (alunos, professores, diretores, funcionários) do GPA/COLEPA num encontro memorável realizado no Clube Paulo Afonso.

Outro encontro, de grande porte, está sendo estudado para 2010 e pensa reunir milhares de funcionários e aposentados da Chesf passaram pelo Ginásio e Colégio Paulo Afonso.

 No orkut, há várias páginas sobre o COLEPA, marco na educação em Paulo Afonso e modelo educacional para todo o Nordeste durante todo o tempo de sua existência.


Antônio Galdino www.folhasertaneja.com.br


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